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	<title>Digital Happenings Interactive</title>
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		<title>Empresas perdem oportunidades ao restringir o uso de mídias sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 01:35:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Especial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estudos da Manpower, de janeiro de 2010, revelaram que 55% das empresas brasileiras fazem restrições ao uso de redes sociais online por seus funcionários, ante uma média de 20% no mundo (a pesquisa foi realizada em 34 mil empregadores de 35 países). Quase mil empregadores brasileiros foram entrevistados e 77% deles alegaram restringir as mídias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></br></p>
<h4><a href="http://files.shareholder.com/downloads/MAN/1002731207x0x350040/4e59cf4b-1d29-470d-922f-062e815c629e/Employer_Perspectives_on_Social_Networking_Survey.pdf">Estudos</a> da <a href="http://www.manpower.com/index.cfm">Manpower</a>, de janeiro de 2010, revelaram que 55% das empresas brasileiras fazem restrições ao uso de redes sociais online por seus funcionários, ante uma média de 20% no mundo (a pesquisa foi realizada em 34 mil empregadores de 35 países). Quase mil empregadores brasileiros foram entrevistados e 77% deles alegaram restringir as mídias sociais para evitar uma potencial perda de produtividade, enquanto  32% disseram buscar proteger informações confidenciais corporativas e 19% falaram em proteger a reputação da empresa (os números se sobrepõem, porque um mesmo empregador mencionou mais de um objetivo com as restrições). <strong>Ou seja, como analisou a Manpower, as empresas brasileiras <strong>ainda estão focadas no gerenciamento de riscos e não nos benefícios que o uso das mídias sociais podem trazer para os negócios.</strong></strong></p>
<p>Isso não seria problema se, em uma economia globalizada, empresas de países como Estados Unidos e Japão não ostentassem um índice de somente 25% e se, na Europa, a média não fosse de 11%, sendo de 6% na Alemanha e na Suíça, e de 2% na França.</p>
<p><strong>Também não haveria problema não fosse o controle (de produtividade, informações e reputação) uma ilusão</strong>, uma vez que, com smartphones, cada vez mais disseminados, qualquer um tem acesso a internet na hora que quiser e bem entender – a previsão, nada exagerada, é de que, em cinco ou seis anos, todos os telefones celulares serão smartphones. Sem mencionar o acesso em casa, que elimina o risco à produtividade, mas que ainda mantém os riscos a informações confidenciais e reputação.</p>
<p>Mas&#8230; tudo bem&#8230;, porque ainda há cinco ou seis anos pela frente até 100% dos funcionários terem smartphones. E tudo bem também porque demora até o fim da próxima década para que entre 50% e 75% dos lares brasileiros tenham banda larga.</p>
<p>Agora, há problema, sim, e à prova de desculpas, quando se trata do que a empresa está perdendo com essas restrições. E são perdas em três esferas: atividades, atendimentos das necessidades contemporâneas, estratégia. Quem falou sobre tudo isso foi <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Meira">Silvio Meira</a>, cientista-chefe do renomado <a href="http://www.cesar.org.br/">C.E.S.A.R</a>. e um dos maiores especialistas em inovação e tecnologia da informação do Brasil, na semana passada, durante sua apresentação no <a href="http://br.hsmglobal.com/contenidos/forum_mundia_estrategia.html">Fórum HSM de Estratégia</a>.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ITpuyI9l-t4&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/ITpuyI9l-t4&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>ESFERA 1 &#8211;  ATIVIDADES</strong></p>
<p>Alguns benefícios que o uso das mídias sociais propiciam para as empresas:</p>
<p>• Relacionamento com os consumidores;<br />
• Colaboração não-presencial entre funcionários e parceiros;<br />
• Gestão do conhecimento;<br />
• Inovação interna e externa;<br />
• Mais comprometimento dos funcionários com a empresa;<br />
• Seleção e recrutamento de novos profissionais.</p>
<p><strong>ESFERA 2 &#8211; ATENDIMENTO DAS NECESSIDADES CONTEMPORÂNEAS</strong></p>
<p>(dos funcionários, consumidores e mais diversos stakeholders)</p>
<p>Ou, como Silvio Meira o chamou, Maslow 2.0, remetendo uma releitura atual da hierarquia de necessidades de Maslow, tanto para funcionários como para consumidores. Essa nova pirâmide foi feita com base em uma pesquisa encomendada por uma empresa ao C.E.S.A.R. e as redes sociais podem contribuir especialmente para a satisfação de tais necessidades e a consequente motivação para a ação:</p>
<p>• Singularidade;<br />
• Mobilidade;<br />
• Comunidade;<br />
• Sincronicidade;<br />
• Localidade;<br />
• Usabilidade;<br />
• Programabilidade.</p>
<p><strong>ESFERA 3 &#8211;  ESTRATÉGIA</strong></p>
<p>Para Silvio Meira, a partir de agora a estratégia empresarial é necessariamente incremental (ou seja, ela vai se modificando com a execução, como no antigo mantra do Google, “sempre beta”)  e as empresas vão galgando níveis estratégicos. Meira propõe uma interessante classificação em dez níveis:</p>
<p><strong>Nível 0:</strong> não há nenhuma presença da empresa em qualquer mídia social, é como se ele não existisse. E, se continuar por muito tempo nesse nível, seu negócio pode realmente deixar de existir.</p>
<p><strong>Nível 1:</strong> não há presença formal nas mídias sociais e muito menos estratégia, mas clientes e/ou usuários falam da empresa nessas mídias.</p>
<p><strong>Nível 2:</strong> não há presença nas mídias sociais e nem estratégia, mas clientes e/ou usuários, e também funcionários e colaboradores, estão engajados em conversações em rede.</p>
<p><strong>Nível 3:</strong> a empresa tem  presença formal em uma ou mais mídias sociais, mas ainda sem uma estratégia definida. <strong>Aqui é</strong> <strong> onde se encontra a maioria das empresas atualmente.</strong></p>
<p><strong>Nível 4: </strong>a empresa tem presença formal em uma ou mais mídias sociais e possui uma estratégia clara de uso e divulgação, capaz de associar tal presença ao seu site e ao que acontece com os clientes e usuários nos diversos ambientes.</p>
<p><em>Do nível 4 para o 5, há um salto imenso. É como diz Silvio Meira: “Até aqui, tratamos de redes sociais externas à empresa, fora de seus ambientes e da execução do negócio. Mas o ideal é que, para uma empresa almejar estar NA rede, ela seja uma empresa EM rede. Para isso, um novo modelo de gestão do conhecimento é essencial&#8221;. Isso tende a englobar um processo de criação e captura de conhecimento (dentro e fora da organização) que depois passa por refinamento, preservação, identificação, qualificação e disseminação dentro da organização.</em></p>
<p><strong>Nível 5:</strong> a empresa possui um conjunto de processos de gestão de conhecimento corporativo, que passa pelo uso competente das mídias sociais internas da organização ao propiciar interações e conversações de qualidade em todos os níveis da empresa.</p>
<p><strong>Nível 6:</strong> a empresa faz uso de mídias sociais e começa a conectar suas comunidades internas à presença da organização na Web (site) e à diversas redes sociais externas.</p>
<p><strong>Nível 7:</strong> a empresa, em vez de simplesmente conectar as redes sociais internas às externas e aos sites, passa a integrar, gradativamente, suas redes sociais internas às redes externas e aos sites.</p>
<p><strong>Nível 8:</strong> o conhecimento organizacional, nesse nível, transcende a empresa e começa a estar em todo lugar em que há pessoas que conversam sobre a empresa,  seus produtos e serviços. É necessário desenvolver uma estratégia de viralização das conversações corporativas, sem esquecer que as redes sociais não são parte de ações de propaganda e marketing.</p>
<p><strong>Nível 9:</strong> a empresa funciona como uma rede social online de fato. Todas as conversações corporativas são compartilhadas e os processos de negócios, internos e externos, são realizados em comunidade, nas mais diversas redes e mídias sociais, inclusive, e principalmente, a própria.</p>
<p>Em que nível está sua empresa?</p>
<p><strong>Leia também: </strong><a href="http://bit.ly/c863NF"><strong>O Efeito Devastador dos Spams Corporativos</strong></a></p>
</h4>
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		<title>&#8220;Fazer uma social&#8221; vs. &#8220;Ser social&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 19:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Especial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe a diferença entre fazer uma social e ser social?
No mundo das pessoas, provavelmente sim.
Sabe aquela &#8220;festa da firma&#8221;, a sua ou uma que seja cliente, a que você  gostaria muito de não ir mas se sente na obrigação de fazê-lo? Você até vai, mas, antes de partir, diz em casa: &#8220;Lá deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>Você sabe a diferença entre fazer uma social e ser social?</p>
<p>No mundo das pessoas, provavelmente sim.</p>
<p>Sabe aquela &#8220;festa da firma&#8221;, a sua ou uma que seja cliente, a que você  gostaria muito de não ir mas se sente na obrigação de fazê-lo? Você até vai, mas, antes de partir, diz em casa: &#8220;Lá deve ser muito chato; vou fazer uma social e volto logo&#8221;. Agora, se você é social por natureza e índole, qualquer festa da firma acaba sendo um prazer, mesmo se a firma em questão for, potencialmente, a mais enfadonha do mundo, porque você sabe que acabará se divertindo lá com alguém ou com algum assunto.</p>
<p><strong>Pois a mesma diferença é encontrada no mundo das empresas.</strong></p>
<p>Fazer uma social significa elaborar planos para relacionar-se, definir objetivos e resultados a alcançar com isso, monitorar e medir o sucesso alcançado, fazer ajustes ao longo do caminho – ou seja, tratar o social apenas como mais uma tarefa a cumprir. A maioria das empresas começa sua socialização assim, com seus departamentos de marketing e vendas “fazendo uma social” para aumentar o tráfego em seus perfis nas redes sociais e alavancar o conhecimento de seus produtos e/ou serviços, e com isso gerar novas vendas. Isso costuma ser percebido nas redes sociais online como gerentes de marketing usando ferramentas sociais para mandar suas mensagens ao mundo.</p>
<p><strong>Ser social é outra coisa</strong> – completamente distinta. Significa construir competências na organização inteira para encorajar, apoiar e institucionalizar o uso de ferramentas sociais pelos mais variados tipos de funcionários e outros stakeholders. Se uma organização quer ser social, os funcionários que a integram precisam ser sociais. Uma organização nada mais é do que as pessoas que a compõem. E ser social requer saber utilizar as ferramentas existentes numa web aberta, ter voz própria e segurança para interagir online com clientes e consumidores em geral.</p>
<p>Você tem alguma dúvida sobre qual perfil é mais eficaz em uma rede social online? A empresa que faz social ou a empresa que é social?</p>
<p>Eis um <em>checklist </em>para você saber se sua empresa já é, ao menos um pouco, social:</p>
<ul>
<li>Existe uma boa parcela de pessoas dentro da empresa que têm autorização e habilidades para usar as mídias sociais, mencionando a empresa, inclusive?</li>
<li>Essas pessoas estão espalhadas por vários departamentos, de marketing a recursos humanos, de vendas a engenharia?</li>
<li>As Orientações de Uso das Mídias Sociais saiu do papel e percorreu os vários departamentos em forma de debate para uma melhor compreensão e assimilação de seus conceitos?</li>
<li>Estão disponíveis na organização diferentes canais para promover encontros online com  e entre seus Stakeholders de forma transparente e aberta?</li>
<li>Dados obtidos em redes sociais são incluídos em sistemas como CRM, avaliadores de satisfação do cliente e SACs? Ou seja, os diferentes bancos de dados estão conectados, de alguma maneira, às redes sociais online para que se saiba quais são as necessidades de relacionamento dos clientes?</li>
<li>Os consumidores e clientes são realmente o centro da estratégia da empresa e, por isso, as redes sociais são levadas a sério para que se possa entendê-los e encantá-los?</li>
<li>A postura do &#8220;ser social&#8221; é compreendida e respeitada por todos? Dica: elas têm a ver com: ser generoso com ideias, saber valorizar os outros (e agradecer-lhes), liderar em pensamento e manter relacionamentos online. E é importantíssimo isto: organizações social dão mais do que tiram dos clientes.</li>
</ul>
<p>Você sabia que a média de vida natural corporativa deveria ser de dois ou três séculos, segundo estudiosos, mas as companhias geralmente morrem jovens? Nem estamos falando do Brasil.  Mesmo na Europa e no Japão, 12,5 anos é o tempo de vida médio de uma empresa. Qual é a razão disso na opinião de vocês?</p>
<p>Talvez o tema deste post seja uma pista.</p>
<p>Ps. Para estender a reflexão sobre o assunto, veja abaixo a apresentação feita pela <a style="color: #32527a; text-decoration: none;" href="http://www.bsi.ag/" target="blank">Brand Science Institute</a> com os principais motivos dos insucessos em projetos de Mídias Sociais no mercado europeu.</h4>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" data="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=id=4989049&amp;doc=bsiwhysocialmediafails-100817055432-phpapp02" width="425" height="348"><param name="movie" value="http://static.slideshare.net/swf/ssplayer2.swf?doc=id=4989049&amp;doc=bsiwhysocialmediafails-100817055432-phpapp02" ></object></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-950" title="adimeadozen" src="http://www.digitalhappenings.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/08/adimeadozen.png" alt="adimeadozen" width="716" height="325" /></p>
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		<title>Organizações em rede, além da desconfiança e da moda</title>
		<link>http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2010/08/organizacoes-em-rede-mais-do-que-uma-simples-tendencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 13:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Especial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A &#8220;freeconomics&#8221;, ou economia do grátis, talvez seja o fato que mais explica isoladamente o temor e a desconfiança das empresas em relação à internet. Que história é essa de potenciais consumidores quererem produtos e serviços grátis em vez de pagar por eles? Como vamos cobrir nossos custos e gerar valor para o acionista? Colocar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>A &#8220;freeconomics&#8221;, ou economia do grátis, talvez seja o fato que mais explica isoladamente o temor e a desconfiança das empresas em relação à internet. Que história é essa de potenciais consumidores quererem produtos e serviços grátis em vez de pagar por eles? Como vamos cobrir nossos custos e gerar valor para o acionista? Colocar um paywall (como é conhecido internacionalmente esse pedágio de cobrança nos websites) em nosso portal resolve o problema?</h4>
<h4>Ainda não há respostas definitivas para tais indagações, como todos sabem. No momento, o que vivemos é uma sobreposição de processos de tentativa-e-erro em busca de um novo modelo de negócio. Isso pede de nós, inclusive, distanciamento para valorizar o fato de sermos testemunhas oculares da história. Devemos poder apreciar a mudança em marcha, e participar da marcha  ativamente, em vez de apenas sofrer com a mudança.</h4>
<h4>Contudo, nestes tempos de incertezas, algumas coisas começam a ficar  claras:</h4>
<h4>1. <strong>Paywall is neither the question nor the answer</strong>. A decisão de cobrar pura e simplesmente pelo que for distribuído na internet não funciona, a exemplo do que mostraram as primeiras estimativas de leitura da edição online do tradicionalíssimo jornal britânico <em><a href="http://www.thetimes.co.uk/tto/news/">The Times</a></em>, do magnata <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rupert_Murdoch">Rupert Murdoch</a>, depois de ter instalado seu &#8220;paywall&#8221;. Os acessos teriam caído nada menos do que 65%. O problema, como se analisou no blog <a href="http://gigaom.com/2010/07/19/ruperts-paywall-is-meant-to-keep-people-in-not-out/">GigaOm</a>, não é tanto a redução dos leitores atuais –teriam separado o joio do trigo, em teoria, ou os leitores que realmente interessam aos anunciantes dos leitores casuais desimportantes. O problema é que isso reduz drasticamente as possibilidades de crescimento futuro do negócio e atrapalha qualquer estratégia empresarial de longo prazo. Não estamos dizendo que nenhum tipo de cobrança será possível no ambiente digital (talvez cobrança contra um número ampliado de entregas, quem sabe?), mas a cobrança pura e simples parece ingênua.</h4>
<h4>2. <strong>Os custos fixos de qualquer empresa precisarão ser reduzidos ao mínimo</strong>, o que significa, muito provavelmente, que a economia em rede e a organização em rede não são apenas doces metáforas, nem modismos, mas prevalecerão no longo prazo. As iniciativas de código aberto nas áreas de inovação e gestão em empresas grandes e estabelecidas são indicadores inegáveis dessa tendência, assim como as hipóteses levantadas sobre o planejamento passar a ser feito em espiral daqui por diante (com criação e execução andando juntas e se repetindo ao infinito) e a organização estabelecida em torno de pessoas e não em torno de processos (pessoas em rede).</h4>
<h4>Em outras palavras, está em andamento uma reestruturação essencial do modo como se produzem coisas, mas falta descobrir como esse novo modo pode se tornar razoavelmente estável e sustentável para os diversos stakeholders.</h4>
<h4>3. <strong>Será necessário menos dinheiro com a reestruturação das organizações</strong>, mas ele terá de entrar por algum lugar, sem dúvida. Prova disso é que a própria água do planeta, que sempre foi gratuita, começará a ser paga em algum momento no futuro, evidenciando a insustentabilidade do &#8220;free&#8221; pelo &#8220;free&#8221;. Possivelmente o dinheiro tomará vias indiretas, contudo.</h4>
<h4>Algumas variantes de modelo de negócio que comportam o grátis já podem ser observadas no setor de tecnologia (e podem, sim, ser copiadas em outras setores), embora tendam a aparecer muitas mais. O especialista em estratégias no setor de tecnologia <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Keith_McFarland">Keith McFarland</a> mencionou esses três recentemente na revista brasileira<a href="http://twitter.com/hsmmanagement"> </a><em><a href="http://twitter.com/hsmmanagement">HSM Management</a></em>:</h4>
<h4>a. <strong>Modelo de desdobramento</strong>. Atividades de inovação elevam a experiência do usuário a outro patamar, e por isso o usuário se dispõe a pagar ela experiência de consumo, mesmo que a tecnologia inicial seja grátis. Acontece muito na telefonia celular.</h4>
<h4>b. <strong>Modelo híbrido</strong>. Investimentos em inovação privada são feitos para os add-ons ou ocorre o versioning, no qual várias versões de uma tecnologia, como uma grátis e uma paga, são oferecidas.</h4>
<h4>c. <strong>Modelo de complementos</strong>. Um fornecedor pode vender um dispositivo que rode um aplicativo de código aberto ou um sistema operacional. À medida que o preço da tecnologia aberta cai, o preço do pacote ao consumidor diminui, aumentando a demanda pelo dispositivo, sem que o fabricante reduza o preço desse dispositivos.</h4>
<p>PS: Vale esclarecer o que é modelo de negócio, conceito talvez muito difundido mas talvez pouco entendido. Ele descreve as maneiras como uma empresa gera: receita de vendas, lucro bruto, operações, capital de giro e investimento.</p>
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		<title>Seu cérebro é linear ou em rede?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 03:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Especial</dc:creator>
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		<description><![CDATA[


Fazemos votos para que você tenha optado pela segunda resposta, porque esta é a certa ao que tudo indica. Até havia, no século 19, uma visão linear da estrutura cerebral –o que facilitava sua interpretação, diga-se de passagem–, mas, uma nova técnica a torna superada ao mostrar que o cérebro é uma rede com grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></br><br />
</br></p>
<h4>
Fazemos votos para que você tenha optado pela segunda resposta, porque esta é a certa ao que tudo indica. Até havia, no século 19, uma visão linear da estrutura cerebral –o que facilitava sua interpretação, diga-se de passagem–, mas, uma nova técnica a torna superada ao mostrar que o cérebro é uma rede com grande número de conexões, muito parecida com a internet, aliás. Por exemplo, há conexões entre regiões cerebrais associadas com estresse, depressão e apetite.</h4>
<h4>Dando os créditos, a pesquisa é de Larry Swanson e Richard Thompson, da University of Southern California em Los Angeles, Estados Unidos, e foi publicada no jornal &#8220;Proceedings of the National Academy of Sciences. Os dois pesquisadores desenvolveram uma técnica que consiste em injetar moléculas que podem ser rastreadas em pontos precisos do tecido cerebral, porque podem ser iluminadas e identificadas em microscópio, mas que, ao mesmo tempo, não interferem com o movimento dos sinais cerebrais. Essa pesquisa pode levar a um mapeamento completo do sistema nervoso, o que seria um grande feito para a humanidade.</h4>
<h4>E o que eles descobriram exatamente? Injetaram duas moléculas rastreadoras no mesmo lugar e no mesmo momento, para descobrir para onde os sinais iam e de onde vinham. Aí apareceram quatro níveis de conexão cerebral, em vez daquela linha hierárquica que traça uma linha de cima para baixo e dali para cima (do chefe para o subordinado e no sentido contrário).</p>
<h4>Em vez de linhas, o que apareceu foram loops entre diferentes regiões, algumas das quais não se fazia a menor ideia que se comunicavam. Exatamente como em grandes redes. Exatamente como na internet. Quantas vezes você não se surpreendeu com uma ligação inesperada entre duas pessoas no Twitter que não tinham &#8220;nada a ver&#8221; entre si? Nós, na Digital Happening, nos surpreendemos quase diariamente com isso.</h4>
<h4>A hipótese do funcionamento cerebral em rede existia já faz algum tempo, mas não havia evidências que a comprovassem. À medida que essa nova pesquisa evoluir, muitos paradigmas (e alguns dogmas) devem cair por terra, tanto no campo da biologia, como no das organizações sociais, que buscam, cada vez mais, modelos orgânicos, à imagem e semelhança da natureza e, principalmente, do ser humano. Vale lembrar que empresas são, antes de tudo, organizações sociais.</h4>
<h4>Qual é a mensagem final deste post? Poderíamos dizer que, pelo menos, é a de que os gestores devem acompanhar as recentes discussões sobre modelos de gestão orgânicos e pensar duas vezes antes de proibir o uso de redes sociais aos funcionários, porque isso é inócuo, para falar o mínimo. Mas seria apenas uma ponta do iceberg. A verdade é que estamos às vésperas de repensar a organização inteira de acordo com uma nova arquitetura de redes e conexões multidirecionais. E isso muda tudo.</h4>
<h4> A mensagem final, portanto, é uma pergunta: Sua empresa é linear ou em rede?</p>
<p style="line-height: 14.25pt;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: &quot;Georgia&quot;,&quot;serif&quot;; color: black;"><a href="http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-10925841">via</a></span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que duas Saras e uma Sofia nos ensinam</title>
		<link>http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2010/07/o-que-duas-saras-e-uma-sofia-nos-ensinam/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 16:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Especial</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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A company is only as good as the people it keeps.
(Mary Kay Ash, empreendedora e fundadora da empresa de cosméticos Mary Kay)

Mary Kay tem razão e isso acontece porque empresas nada mais são do que grupos de pessoas. Como disse recentemente o especialista em estratégia e inovação Gary Hamel, da London Business School, é preciso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></br><br />
</br></p>
<blockquote>
<h4>A company is only as good as the people it keeps.<br />
(Mary Kay Ash, empreendedora e fundadora da empresa de cosméticos Mary Kay)</h4>
</blockquote>
<h4>Mary Kay tem razão e isso acontece porque empresas nada mais são do que grupos de pessoas. Como disse recentemente o especialista em estratégia e inovação Gary Hamel, da London Business School, é preciso haver pessoas jurídicas que façam perguntas como pessoas físicas, que pensem e ajam como pessoas físicas. Por isso, é sobre pessoas que vamos escrever a seguir.</h4>
<h4>No último domingo, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Palin">Sarah Palin</a> ecoou, mais uma vez, nos mundos off e online. Primeiro ela ganhou o Twitter, quando soltou este tweet:</h4>
<h4>“Ground Zero Mosque supporters, doesn’t it stab you in the heart as it does our throughout the heartland? Peaceful Muslims, please refudiate.”</h4>
<p>Como &#8220;refudiate&#8221; não existe em inglês (o verbo seria “repudiate” ou “refute”), os tuiteiros americanos não a perdoaram. Afinal, além de celebridade, ela quase foi vice-presidente dos Estados Unidos. Aí a polêmica candidata a vice do Partido Republicano derrotada pela chapa de Barack Obama ganhou o noticiário, quando fez, com senso de humor, esse tweet de correção:</p>
<h4>
<p><img class="alignnone" src="http://www.mediaite.com/wp-content/uploads/2010/07/Picture-143-e1279486645711.png" alt="" width="466" height="299" /></p>
<p>O erro de inglês e o “conserto” da política serviram para responder, ao menos parcialmente, às especulações sobre se era Sarah Palin que cuidava de seu Facebook ou isso cabia a assessores: para o público em geral, os acontecimentos provaram que Sarah tuita de próprio punho. E, ao que parece, o erro de digitação da Sarah é mais perdoável para os americanos do que outra pessoa escrevendo seus tweets em seu lugar. (Embora outras coisas sejam imperdoáveis, como observamos no final do post.)</p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Conclusão nº 1: autenticidade &gt; falta de cultura.</span></em><br />
</strong><br />
Pouco mais de dez dias atrás, outro episódio, desta vez na Copa de Futebol 2010, chamou a atenção tanto do mundo offline como do online. Foi quando o jogador da seleção espanhola Puyol apareceu seminu, só enrolado em uma toalha, diante da rainha Sofia da Espanha. Confiram o vídeo abaixo:</p>
<div style="position: absolute; left: -10000px; top: 512px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&lt;/h4&gt;</div>
<div style="position: absolute; left: -10000px; top: 512px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><object width="572" height="321"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ByTaTxugy5U&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/ByTaTxugy5U&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="572" height="321"></embed></object></div>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/50Zo1r7IVD4&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/50Zo1r7IVD4&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Era de se esperar ver Puyol de toalha no vestiário, mas, na frente de uma mulher, publicamente, isso já seria percebido como extremamente indelicado e essa mulher sendo uma rainha&#8230; Trata-se, portanto, de uma quebra de protocolo de proporções inimagináveis. Mas o fato teve imenso sucesso de público e crítica, e os beneficiários da repercussão positiva foram tanto a rainha como a seleção espanhola. Difícil dizer até quanto esse episódio não influiu decisivamente para motivar o time que veio se tornar o campeão do evento – sendo que, como todos devem se lembrar, a Espanha começou muito mal a competição.</p>
<p><em><span style="font-weight: normal;">Conclusão nº 2: Autenticidade &gt; tradições, convenções e processos.</span></em><strong><br />
</strong><strong> </strong><br />
Na mesma Copa, houve ainda outro episódio de alta popularidade: o beijo que o goleiro Casillas, da Espanha, heroi da final contra a Holanda, deu na boca de sua namorada, a repórter Sara Carbonero (a segunda Sara do título), que o entrevistava na ocasião. Sara vinha sendo acusada de falta de ética por namorar um goleiro sendo uma repórter de esportes da televisão espanhola. Mas a emoção franca de Casillas diluiu qualquer crítica que existisse, como por um passe de mágica.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TO4bXWAHrwQ&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/TO4bXWAHrwQ&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Conclusão nº 3: Autenticidade &gt; Desvios de conduta.</span></em><br />
</strong><br />
Vale mencionar, por fim, uma quarta história, ligada ao técnico da seleção brasileira, Dunga, que foi duramente criticado pelos formadores de opinião no Brasil antes da Copa, mas sempre teve a simpatia de parcela significativa do público, como as pesquisas mostraram. Chamou a atenção o fato de que, quando Dunga se mostrou mais autêntico, xingando um repórter, ganhou simpatizantes mesmo entre seus críticos mais ferozes.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mm_yn4-1QN4&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/mm_yn4-1QN4&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Conclusão nº 4: Autenticidade &gt; falta de educação e de diplomacia.</span></em><br />
</strong><br />
Será que não estamos diante de um fenômeno? Vale ligar isso ao que o <a href="http://www.akatu.org.br">Instituto Akatu</a>, que carrega a bandeira do consumo consciente, vive dizendo: estamos diante de um paradigma de gestão emergente, que é o da transparência, em que as empresas passam a mostrar ao mercado suas fragilidades, seus erros, seus defeitos e também seus esforços para melhorar isso. (E o mercado nem é mais chamado de mercado, mas de stakeholders, de relacionamentos, até de não mercado.)</p>
<p><strong><em><span style="font-weight: normal;">Conclusão nº 5: Autenticidade &gt; Fragilidades, erros, defeitos.</span></em><br />
</strong><br />
Depois de tantas camadas do verniz das relações públicas e do marketing nos âmbitos pessoal e corporativo (uma concepção errada de marketing, diríamos), talvez esteja ocorrendo agora uma revalorização do que é mais autêntico e mais humano em nosso mundo. Em uma era com tanta informação disponível e tantas conexões de rede, alguém dizer, por exemplo, que é infalível – quando se sabe que a falha sempre é uma possibilidade – tende a deixar de ser convincente e tornar-se simplesmente risível.</p>
<p>(Em tempo, sobre Sarah Palin: Nosso objetivo não é entrar na essência da polêmica de Palin em si, mas valem duas observações complementar, para que a notícia não fique fora de contexto. Muitos se incomodaram com a “audácia” dela de se comparar com Shakespeare e muitos mais com a condenação dela à construção de um centro cultural islâmico a dois quarteirões do antigo World Trade Center de Nova York, destruído no atentado de 11 de setembro de 2001, por, assim, ela ligar islâmicos e terroristas diretamente. Registre-se que isso é coerente com a posição política de Palin, mas não tem nenhuma relação com o foco de nosso post e muito menos tem nossa concordância.)</h4>
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		<title>Tendências para um mundo sociodigital</title>
		<link>http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2010/05/tendencias-para-um-mundo-sociodigital/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 13:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Braun</dc:creator>
				<category><![CDATA[Andre de Abreu]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fique por dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias Sociais]]></category>

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Por Andre de Abreu
Descrever tudo o que aconteceu na Conferência Internacional de Redes Sociais, que aconteceu em Curitiba entre os dias 11 e 13 de março, é uma tarefa inglória. Afinal, um encontro que reuniu mais de 3 mil pessoas e 100 palestrantes – entre eles Steven Johnson, Clay Shirky e Pierre Lévy – só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p></br><br />
</br><br />
</br><br />
</br></p>
<h4><em><a href="http://br.linkedin.com/in/andredeabreu" target="_blank">Por Andre de Abreu</a></em></p>
<p>Descrever tudo o que aconteceu na Conferência Internacional de Redes Sociais, que aconteceu em Curitiba entre os dias 11 e 13 de março, é uma tarefa inglória. Afinal, um encontro que reuniu mais de 3 mil pessoas e 100 palestrantes – entre eles Steven Johnson, Clay Shirky e Pierre Lévy – só pode resultar em um turbilhão de ideias e tendências que busquei resumir nos tópicos a seguir:</p>
<p><strong>Redes sociais e as cidades</strong></p>
<p>Ao contrário do que se previa, a cada ano mais e mais pessoas estão deixando o campo e vivendo nas cidades. Em 2007, 3,3 bilhões de pessoas moravam em grandes centros; em 2050 estima-se que esse número chegue a 6,4 bilhões.</p>
<p>De acordo com <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fwww.shirky.com%2F&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">Clay Shirky</a>, “<em>quanto maior e mais densa a concentração de pessoas mais precisaremos desenvolver ferramentas de comunicação e informação eficazes para ambientes populosos como as grandes cidades</em>”. O autor do livro <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fbooks.google.com%2Fbooks%3Fid%3DmafZyckH_bAC&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">Here Comes Everybody</a> relembra o sistema pneumático muito utilizado na comunicação dos primeiros arranha-céus para que as pessoas não precisassem mais subir ou descer dezenas de andares para se comunicarem uma com as outras. As redes sociais e a internet terão papel fundamental em aperfeiçoar a comunicação e potencializar a extração de inteligência das informações geradas pelos habitantes desses centros.</p>
<p><a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fwww.stevenberlinjohnson.com%2F&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">Steven Johnson</a> concorda e complementa: “a internet é essencial principalmente às grandes cidades. Nas pequenas, as pessoas conseguem ter noção de tudo aquilo que ocorre em sua volta, do novo restaurante da rua principal à posse de um novo legislador. Já a proporção que algumas cidades tomaram fez com que seus moradores perdessem essa noção do todo e a internet e seus dados acabaram se tornando fundamentais para o melhor aproveitamento do espaço público.</p>
<p><strong>Rede de coisas</strong></p>
<p>O volume atual de dispositivos conectados à rede é estimado em 1 trilhão, principalmente por conta dos videogames e dos celulares. A recente <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fwww.edge-online.com%2Fnews%2Fbug-hits-60gb-ps3-consoles&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">queda da rede do Playstation 3</a> fez com que todos enxergassem uma promessa antiga: a internet não é mais formada apenas por computadores e sim por todo tipo de gadget fruto do processo de digitalização iniciado na década de 80.</p>
<p>Isso faz com que possamos estar em contato direto entre o mundo virtual e o mundo real e um dos grandes exemplos dessa integração é o <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Ffoursquare.com%2F&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">FourSquare</a>. Esse aplicativo para celulares cria uma rede social orgânica, pois novas conexões podem surgir em tempo real baseadas na localização de cada indivíduo.</p>
<p><strong>Integração real x virtual</strong></p>
<p>Casos famosos como a trilogia de vídeos de <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fwww.davecarrollmusic.com%2Fubg%2Fstory%2F&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">Dave Caroll contra a United Airlines</a> utilizaram o poder da web para reverberar uma mensagem, porém não para mobilizar pessoas em torno dela. Esse movimento de aversão à companhia aérea acabou surgindo como “efeito colateral” da atitude do cantor, e não de forma planejada.</p>
<p>Entretanto, o fato de as pessoas estarem cada vez mais conectadas faz com que aumentem o número de iniciativas que utilizam as redes sociais virtuais para mobilizar grupos em torno de causas ou em prol de mudanças no mundo real de forma estruturada. Exemplos não faltaram durante os três dias de evento, como o PatientsLikeMe, SeeClickFix, MeetUp e o KickStarter.</p>
<p><strong>Privacidade, excesso de informação e PKM</strong></p>
<p>A presença em todas as redes sociais traz implicações como o excesso de exposição e a perda de privacidade. Porém, Steven Johnson relembra que isso não pode ser usado como argumento para abandoná-las. Pelo contrário, precisamos usufruir tudo isso que é oferecido por elas, mas sabendo preservar nossa intimidade. Steven sugere, inclusive, que isso seja ensinado nas escolas às crianças desde os primeiros anos.</p>
<p>As questões relacionadas ao indivíduo inserido nas redes sociais também foram assunto da fala de Pierre Lévy que abordou a gestão pessoal do conhecimento no último dia da conferência. O filósofo francês acredita que o “<em>problema não está no excesso de informação e sim na ausência de critérios individuais de foco e de escolha de fontes confiáveis a seguir</em>”. Para contornar esse problema, Lévy propõe um método composto de nove etapas, além do uso de processos e ferramentas de <a href="http://go2.wordpress.com/?id=725X1342&#038;site=imezzo.wordpress.com&#038;url=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FPersonal_knowledge_management&#038;sref=http%3A%2F%2Fimezzo.wordpress.com%2F2010%2F03%2F31%2Ftendencias-para-um-mundo-sociodigital%2F">PKM (personal knowledge management)</a>:</p>
<ol>
<li>Gestão da atenção</li>
<li>Conexão com fontes valiosas</li>
<li>Agregar/Coletar fluxos de informação</li>
<li>Filtragem</li>
<li>Categorização</li>
<li>Registro para memória de longo prazo</li>
<li>Síntese</li>
<li>Compartilhar/comunicar</li>
<li>Reassess (retrofluxo do processo)</li>
</ol>
<p>O saldo desta troca intensa de interações mostra que temos ainda um grande campo a ser explorado. A onipresença da tecnologia faz com que ela se entrelace às nossas vidas de uma maneira que praticamente não percebamos mais sua existência. Isso faz com que, finalmente, as atenções se voltem para o ponto de onde jamais deviam ter saído: as pessoas.</p>
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		<title>Estratégia de Redes Sociais com Charlene Li</title>
		<link>http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2010/02/estrategia-de-redes-sociais-com-charlene-li/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 23:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Seminário]]></category>

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		<description><![CDATA[ Em março a HSM trará ao Brasil a executiva Charlene Li, autora do livro Groundswell e uma das pessoas mais influentes em redes sociais dos Estados Unidos. Charlene falará sobre estratégias de negócios utilizando as redes.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo telefone (11)4689.6666 ou pelo e-mail eventos@hsm.com.br.
Programa Completo
I – Como preparar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4> Em março a <a href="http://br.hsmglobal.com/interior/index.php?idCMSIdioma=3">HSM</a> trará ao Brasil a executiva <a href="http://www.linkedin.com/in/charleneli">Charlene Li</a>, autora do livro <a href="http://www.forrester.com/Groundswell/book.html">Groundswell </a>e uma das pessoas mais influentes em redes sociais dos Estados Unidos. Charlene falará sobre estratégias de negócios utilizando as redes.</p>
<p>As<a href="http://store.hsmglobal.com/CS/Products/Brasil/Eventos/seminarios/SH-CHLI-10/Default.aspx?Idcampaniamarketing=SCL/1MD/SITE/10"> inscrições </a>estão abertas e podem ser realizadas pelo telefone (11)4689.6666 ou pelo e-mail eventos@hsm.com.br.</p>
<p><a href="http://br.hsmglobal.com/contenidos/conteudo_charlene_li.html">Programa Completo</a></p>
<p>I – Como preparar a sua empresa para utilizar as redes sociais com eficácia<br />
• Qual é o papel que as novas tecnologias de envolvimento com o cliente terão na criação de valor<br />
• Como obter o tipo de relacionamento que você deseja com os seus clientes<br />
• Qual é a trajetória para transformar um relacionamento impessoal e anônimo em um relacionamento duradouro e marcante<br />
• Como entender a “sociografia” dos clientes – a sociografia vai além da demografia, da geografia e da segmentação e oferece uma visão completa e holística dos clientes e do que eles estão fazendo com as mídias sociais</p>
<p>II – Como conectar-se com seus clientes de novas maneiras<br />
• Entendendo as novas maneiras como as pessoas estão se conectando<br />
• Diversos exemplos de empresas que mantêm diálogos autênticos com seus clientes<br />
• Como a participação em uma comunidade existente ou a criação de uma nova comunidade se harmoniza com a sua estratégia<br />
• Como dar permissão e ferramentas para que seus fãs ardorosos e seus clientes apaixonados divulguem seu nome – a campanha de Obama foi um ótimo exemplo deste tipo de atitude</p>
<p>III – Inovando com as Redes Sociais<br />
• Como reduzir custos de suporte ao cliente, recorrendo ao apoio das comunidades<br />
• Como obter conhecimentos e informações da multidão<br />
• Como e quando é apropriado obter conteúdos gerados pelos usuários<br />
• Como conduzir o feedback dos clientes ao ciclo de vida dos produtos e serviços da sua empresa<br />
• Como terceirizar inovações para os clientes</p>
<p>IV – Como liderar uma organização aberta<br />
• O que significa ser uma empresa aberta, autêntica e transparente<br />
• Como incentivar a transparência e o compartilhamento das informações por meio da tecnologia<br />
• Como tornar-se um líder aberto – exemplos reais<br />
• Como criar uma cultura de compartilhamento e aprendizado utilizando as redes sociais<br />
• Como medir o sucesso da sua estratégia de redes sociais</p>
<p>Aqui vai uma palinha da Charlene Li<br />
</h4>
<p></br><br />
<object width="572" height="321"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ByTaTxugy5U&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/ByTaTxugy5U&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="572" height="321"></embed></object></p>
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		<title>Sua localização na rede é mais importante do que a quantidade de amigos que você tem</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 22:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Costa]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>

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Estudos sobre o comportamento das pessoas em rede estão pipocando por todos os lados. Principalmente quando se trata de avaliar o poder de disseminação de informação e influência de uma pessoa sobre as outras, já que a recente fusão entre tecnologia, psicologia e interações sociais tem alterado a dinâmica das relações e a percepção do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>
<p>Estudos sobre o comportamento das pessoas em rede estão pipocando por todos os lados. Principalmente quando se trata de avaliar o poder de disseminação de informação e influência de uma pessoa sobre as outras, já que a recente fusão entre tecnologia, psicologia e interações sociais tem alterado a dinâmica das relações e a percepção do mundo em que vivemos.</p>
<p>Embora ainda saibamos pouco sobre a dinâmica das relações sociais potencializadas pelas recentes tecnologias, muitos credos e verdades surgem como replicações simples do convencional e conhecido mundo offline, como também de pesquisas e experiências pouco representativas e por vezes mal interpretadas.</p>
<p>A crença atual, defendida por muitos, é a de que quanto maior for a rede de seguidores ou de amigos de uma pessoa, maior o seu poder de disseminação de notícias, idéias, conhecimento e informação. Isto faz com que muitas pessoas e instituições se esforcem e busquem ampliar suas redes, às vezes a qualquer preço, como já foi discutido por <a href="http://updateordie.com/updates/geral/2009/04/twitter-com-anabolizante/">aqui</a>.</p>
<p>Porém, um <a href="http://www.technologyreview.com/blog/arxiv/24748/?nlid=2711&amp;a=f">estudo</a> realizado pela <a href="http://www.bu.edu/">Universidade de Boston</a> coloca esta crença em cheque ao concluir que os melhores disseminadores não são necessariamente aqueles que possuem o maior número de seguidores ou amigos online (os hubs), mas sim aqueles que estão mais bem posicionados na topologia de uma determinada rede.</p>
<p>Isto quer dizer que pouco importa se uma pessoa é bem relacionada, com grande quantidade de seguidores/amigos, se ela estiver localizada na periferia de uma rede. E que uma pessoa menos conectada só que mais bem posicionada, localizada próximo ao núcleo da rede, pode ter melhores resultados na disseminação de informação.</p>
<p>O estudo é interessante porque enfatiza a importância da posição de uma pessoa na rede em relação à informação que está sendo disseminada, ao invés de considerar apenas a sua quantidade de amigos/seguidores como normalmente se faz.</p>
<p>Penso que este estudo serve como um alerta para clientes, agências e suas estratégias digitais.</p>
<p>E você, o que acha?</p>
</h4>
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		<title>iPad: você precisa ter um?!</title>
		<link>http://www.digitalhappenings.com.br/blog/2010/02/ipad-voce-precisa-ter-um/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 00:24:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fique por dentro]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[iPad]]></category>
		<category><![CDATA[ruptura]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[transofrmação]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por Beth Saad
A pergunta e/ou afirmação do título tem resposta incerta. Depende do leitor, de seu perfil digital e de seu olhar sobre a vida contemporânea. Desde o lançamento do iPad pela Apple na última semana de janeiro/2010 assisitmos a uma verdadeira avalanche de prós e contras apaixonados ou irados de analistas, entendidos, críticos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4>
Por <a href="http://br.linkedin.com/pub/elizabeth-saad-correa/9/719/b81">Beth Saad</a></p>
<p>A pergunta e/ou afirmação do título tem resposta incerta. Depende do leitor, de seu perfil digital e de seu olhar sobre a vida contemporânea. Desde o lançamento do iPad pela Apple na última semana de janeiro/2010 assisitmos a uma verdadeira avalanche de prós e contras apaixonados ou irados de analistas, entendidos, críticos e os sempre alerta palpiteiros paraquedistas.</p>
<p>Não vou ser repetitiva e listar todo o conteúdo de comentários que, certamente, os leitores deste Intermezzo já tiveram acesso. Muito menos vou apontar “os melhores e os piores”. Não cabe aqui. A questão que surge é bem anterior: como se posicionar como profissional e especialmente como ser social diante das ondas de inovação que parecem ter estabelecido um fluxo contínuo em nosso cotidiano?</p>
<p><object width="572" height="321"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/smqslH0qw5U&#038;fs=1" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed src="http://www.youtube.com/v/smqslH0qw5U&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="572" height="321"></embed></object></p>
<p>Como disse, depende de quem está do outro lado da telinha…. (aliás, se você acompanha blogs como o Intermezzo grande chance de ter sido capturado pela digitalização da vida). Compartilho alguns pontos a considerar na hora de decidir se vamos questionar ou se envolver.</p>
<p>Se você é um apple addicted, sem discussão: “I need an iPad now“….</p>
<p>Se você está acomodado na gostosa poltrona da crítica refratária, também sem discussão: sem frases….</p>
<p>Agora, se você (eu incluída) atua em qualquer vertente da comunicação digital, o iPad surge, no mínimo, como um importante elemento de análise e objeto de experimentação para subsidiar a atuação de estrategistas, consultores, pesquisadores e analistas do mundo digital, e até dos burocratas que gravitam nesse ambiente. Não dá prá ignorar, não dá prá se posicionar sem assumir a “metodologia da observação participante” no dizer da academia.</p>
<p>Entendo a chegada do iPad no contexto da concretização do efeito cauda longa para uma inovação de ruptura – Chris Anderson contribuiu bastante para a popularização de ambos os conceitos. Seguindo um cuidadoso planejamento mercadológico e de desenvolvimento tecnológico da Apple, o iPad vem como o device subsequente na linha transformadora do modo de escutar e adquirir músicas – com o iPod e o iTunes; no modo de transformar o entretenimento musical e audiovisioual como uma experiência de navegação lúdica e compartilhada com o iPodTouch; no modo de fazer tudo isso e ainda falar ao telefone, com o iPhone; e agora trilhando os primeiros metros da evolução dessa transformação ao agregar tudo isso ao modo de leitura, absorção e armazenamento da informação. Um aspecto complexo e concreto tanto para os ditos “apologistas” do capitalismo demoníaco de Steve Jobs, quanto para os ditos “críticos distanciados” de uma cena irreversível.</p>
<p>Para quem acompanha o ambiente da comunicação e mídia digitais o estardalhaço pré, durante e pós lançamento do iPad promovido pela Apple era previsível e parte de seu modus operandi no mercado. Sabemos que ao longo deste 2010 a Apple vai despejar à nossa frente e a conta-gotas melhorias no modelo inicial, inclusão de funcionalidades, ampliação de capacidade, etc. Totalmente previsível.</p>
<p>Dentro da previsibilidade, o que importa para os profissionais do mundo da comunicação digital é analisar, experimentar, acompanhar e evoluir com o que está subjacente – a interação homem-máquina está cada vez mais próxima do funcionamento natural da lógica humana, incluindo suas idissincracias e sua identificação com o lado lúdico da vida. Steve Jobs, me desculpem os críticos mal-humorados, consegue traduzir isso de forma muito evidente e sedutora.</p>
<p>Os produtores de informação e entretenimento poderiam olhar tal processo evolutivo como uma vantagem competitiva que caiu de presente em seus quintais: um device convergente como o iPad agrega um mercado jovem, que considera o modo touch-lúdico como algo natural, com alto potencial de absorção de informações.  Os NYTimes e Estadão da vida deveriam estar dando pulos de alegria….</p>
<p>Retomando, como atuante na profissão e como envolvida por opção, penso que é inerente ter um iPad: “I want an iPad now and ever…”</p>
<p>Como disse logo no início deste post, surfar nessa onda depende muito do modo de olhar o mundo de cada leitor. Convivemos com os olhares dos míopes, que por meio de lentes, protegem suas fragilidades diante do processo de transformação social; com os olhares dos espectadores, que por meio de confortáveis abrigos, assistem à banda passar; com os olhares dos visionários, que por meio de Hubbles pessoais, saltam à frente de seu tempo e são categorizados como anjos ou demônios; e com os olhares dos atentos, que ao escolher o ponto de exclamação para fechar o título do post, buscam seus papéis sociais  nesse enlouquecido cotidiano digital.</p>
<p>Por ora, quero mais é ser feliz com um iPad. Daqui a pouco, vou estar um tanto enfurecida com a obsolescência do dito, e mais adiante, provavelmente vou ficar novamente feliz por ter conseguido trocá-lo por um iPad 4G….</p>
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		<title>Talk do UoD no Costão do Santinho</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 00:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias Sociais]]></category>

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Na semana passada tive a grande oportunidade de passar quatro dias maravilhosos em companhia dos updaters Marcos Teixeira, Wagner Brenner e Adriana Salles em um Projeto inusitado no Costão do Santinho em Florianópolis/SC.
Inusitado porque ao mesmo tempo em que é pouco provável encontrar pessoas com o gabarito dos carinhas aí de cima em um Resort [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-845" src="http://www.digitalhappenings.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/02/updaters1.JPG" alt="updaters" width="618" height="234" /></p>
<h4>Na semana passada tive a grande oportunidade de passar quatro dias maravilhosos em companhia dos updaters <a href="http://updateordie.com/updates/author/marcos-teixeira/">Marcos Teixeira</a>, <a href="http://updateordie.com/updates/author/wagner-brenner/">Wagner Brenner</a> e <a href="http://updateordie.com/updates/author/agomes/">Adriana Salles</a> em um <a href="http://updateordie.com/updates/trends-insights/2010/01/update-or-die-no-costao/">Projeto</a> inusitado no Costão do Santinho em Florianópolis/SC.</p>
<p>Inusitado porque ao mesmo tempo em que é pouco provável encontrar pessoas com o gabarito dos carinhas aí de cima em um Resort para um bate-papo sobre as mudanças que estamos vivendo, foi extraordinário encontrar pessoas com disposição de abdicar algumas horas de suas férias para trocas realmente interessantes como as que tiveram.</p>
<p>A parte que me coube nesta empreitada foi falar sobre as Redes Sociais, aquelas que se formam quando as pessoas se relacionam umas com as outras, com ou sem internet, dentro dos famosos Facebooks e Orkuts da vida e fora deles.</p>
<p>O que de fato está acontecendo com as nossas relações sociais, a importância dos nossos vínculos sociais fracos, a influência de nossas idéias, conhecimento, atitudes e postura perante a vida sobre os nossos amigos, e os amigos dos nossos amigos (e vice-versa), a fantástica vida que estamos experimentando conectados e cada vez mais próximos uns dos outros (Small World) foram alguns dos assuntos debatidos em meu Talk.</p>
<p>Tudo isso recheado com pesquisas de professores de Harvard que comprovam que obesidade, felicidade e até inteligências podem ser contagiosas pelas redes, e que quando se trata de arrumar emprego e saber das novidades, nossos vínculos sociais fracos são mais importantes do que nossas solidas amizades.</p>
<p>Devo dizer que aprendi muito, e que valeu cada segundo, desde o exercício de priorizar os assuntos para o Talk, as conversas e trocas que fizemos em grupo, os bate-papos com pessoas tão diferentes e interessantes e, por fim, de ter curtido essa galera em um local tão bonito e inspirador.</h4>
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